E agora? Estava pensando em vender ou comprar um imóvel usado

Uma notícia nada boa.

A partir desta segunda (25.09) a Caixa Econômica Federal reduziu para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento. Até então, o percentual era de 60% a 70% do valor, dependendo da linha de crédito contratada.

Trocando em miúdos, quer dizer que num imóvel de R$ 600.000,00, será preciso ter R$ 300.000,00 em dinheiro, à vista.

A redução vale para todas as modalidades, como Minha Casa Minha Vida, financiamentos com recursos do Fundo de Garantia e pelo Sistema Brasileiro de Poupança (que usa recursos da poupança).

Entenda o caso.

Há muita gente procurando crédito para essa finalidade, num período de pouco dinheiro disponível. A Caixa passou a dar prioridade para quem quer comprar imóvel novo, pois entende que não existe crescimento  econômico sem o crescimento da indústria da construção civil. Hoje, o setor mais ágil na resposta é a construção civil. Começa na areia, no cimento, na brita. É a cadeia dos ‘mil itens’. É  um segmento que movimenta todo o mercado”.

 

A segurança como componente na escolha de um imóvel

Há cerca de dois anos, já com a crise afetando os negócios imobiliários profundamente, dediquei-me, através de uma pesquisa nos bairros de Novo Hamburgo, a explorar o mercado para descobrir o que as pessoas consideravam relevante. Meu objetivo? Poder ofertar aos meus clientes aquilo que ficasse mais próximo do que eles almejavam. Me deparei com surpresas das mais diversas, mas um ponto se destacou: a segurança e o quanto ela influencia na decisão de quem quer comprar um imóvel ou apenas trocar de endereço e como ela impacta no número de propostas. Por isso, agora fui conversar sobre o tema com o atual Secretário de Segurança de Novo Hamburgo, General Roberto Jungthon.

Jorge Trenz – Como o Secretário de Segurança vê a Novo Hamburgo de hoje? 

Eu vejo com otimismo. Até porque toda a sociedade está mobilizada para alterar está percepção de insegurança. Todos nós estamos envolvidos para melhorar esta situação. E quando nós nos reunimos em prol de um objetivo comum, as coisas acontecem. A PMNH está realizando, sim, o seu trabalho, os órgãos de segurança pública estão, sim, motivados para prestarem o serviço público que o cidadão merece. É só uma questão de tempo pra nós percebermos que estamos mudando e mudando para melhor.

Jorge Trenz – Novo Hamburgo voltará a ser atrativa para os negócios imobiliários? 

A prefeita Fátima montou uma equipe de primeira linha em todas as áreas da administração. Ela tem amor pela cidade, isto já ficou claro e faz toda a diferença. Temos que ser positivos também e aproveitar da crise para gerar oportunidades. O país todo vive uma série de crises: é a crise de representatividade política, com o povo descrendo dos seus representantes. É a crise de autoridade. Não há limites, as pessoas não respeitam o espaço dos outros. A crise econômica nem vou me aprofundar. Mas há também uma crise moral, com escândalos que nos deixam desorientados. Isto está impactando na segurança, estamos vivendo uma situação nunca vista na área da segurança nacional. Mas estão sendo tomadas providências e, pode ter certeza, Novo Hamburgo será, como continua sendo, um excelente lugar para fazer negócios.

Jorge Trenz – O que está sendo feito para melhorar este cenário? 

Nós estamos trabalhando aqui sobre 3 eixos: governança e gestão. Integração e parcerias. Tecnologia e inovação. Estamos nos organizando para oferecer o que tem de melhor em cada área. No eixo de governança e gestão precisamos ter foco, direcionamento, questões bem definidas. Que metas queremos atingir, que resultados precisamos obter, qual o nível de satisfação que queremos oferecer ao cidadão. Em termos práticos, precisamos maximizar recursos e minimizar desperdícios, em tudo. Em pessoal, em material, em protocolos, em procedimentos. Precisamos queimar etapas que não geram valor, que não trazem benefícios para o cidadão.

Jorge Trenz – O que compreende o eixo Tecnologia e Inovação? 

Por uma questão estratégica, ainda não posso revelar, mas já estamos trabalhando na aplicação de modernas tecnologias no controle de veículos  roubados, que nos habilitará a atuar com maior rapidez. O certo é que há uma gama enorme de possibilidades de comunicação entre os agentes e também entre os diferentes órgãos de segurança. Mas a tecnologia pressupõe algum investimento. Já a inovação, nem sempre. É uma ação nova. Eu posso obter o mesmo resultado com mais economia, com mais ganho de valor, uma percepção da população que aquilo é algo bom, simplesmente alterando determinados procedimentos. Um exemplo simplório é uma forma diferente de abordar, numa postura de respeito em relação a quem paga pelos serviços. Pode-se obter simpatia, colaboração, união, sem um tostão a mais. Outro exemplo é de não estacionar em vaga de deficiente físico. Pode ser uma coisa banal, mas faz parte do conjunto. Este respeito ao próximo começa no mais simples. Reconhecer que o meu direito vai até onde começa o direito do outro.

General Roberto Jungthon, natural de Porto Alegre, 60 anos, casado, e durante sua carreia militar percorreu  todo o Brasil, em média 3 anos por cidade.

Trajetória Militar

  • Cursou o ginásio no Colégio Militar em Porto Alegre (RS)
  • Formação de oficial do exército na Academia Militar de Agulhas Negras, na cidade de Rezende (RJ).
  • Como oficial general, na cidade de Corumbá (MS), fronteira do Brasil com a Bolívia, atuava na linha de frente contra o tráfico e contrabando
  • Chefe do Estado Maior do Sul, Porto Alegre (RS), no Comando Militar do Sul, que engloba RS, SC e Paraná
  • Estado Maior do Exército em Brasília (DF), trabalhando nas áreas de comunicação, inteligência, gestão, governança
  • Departamento de Educação e Cultura na cidade do Rio de Janeiro (RJ), no órgão de direção setorial estratégico, englobando 40.000 alunos.

 

 

 

 

 

Salvar

Quem nunca pensou em comprar um imóvel ou fazer um upgrade?

Muito antes de ser um investimento, nossa casa é nosso lar. Todos precisamos ter um lugar para morar, nos proteger, criar os filhos, ou simplesmente pensar na vida em frente da TV nova. Ter um endereço pra chamar de seu é tão fundamental que está entre as primeiras preocupações na vida, depois da conquista de um emprego ou um certa estabilidade, concorda? Com a chegada da “crise”, entretanto, muita gente teve que adiar o sonho da casa ou apartamento próprio, fosse novo ou usado a intenção da compra. O mercado parou. Até o bloco de classificados no jornal minguou. A boa notícia é que os ventos começam a mudar.

O ministro da economia vem acertando a mão

A equipe econômica está fazendo a sua parte. A queda continuada da taxa de juros básica é um excelente indicador e traz perspectivas de uma virada. Segundo o consultor econômico Ricardo Amorim, os primeiros setores a se recuperarem depois de uma crise costumam ser o automotivo e o imobiliário. Ou seja, é tempo de começar a pensar novamente em investir em imóvel, enquanto o pessimismo ainda domina quem está desinformado. O pior já passou, afirma ele.

Vai ficar mais fácil comprar. E mais caro também

A recuperação deve ser lenta mas progressiva. Alguns economistas dizem que já é possível vislumbrar a Selic num patamar de 8,5% ao ano. Com os bancos acompanhando essa tendência e diminuindo os juros dos financiamentos, as prestações podem cair mais de 30%!! Mas atenção: quando aumenta a procura, você já sabe o que acontece. O preço vai junto.

Primeiro imóvel tem desconto nas custas de escritura e registro

Pouco conhecido, o direito está garantido desde 1973, graças à lei federal nº 6.015. Tomemos como exemplo:

Quem está comprando o primeiro imóvel e vai pagar por ele menos de R$ 800 mil – o que significa que pode ser financiado no Sistema Financeiro de Habitação – pode exigir desconto de até 50% no valor pago pela escritura e pelo registro de imóvel.

Para usufruir desse direito, é importante que o comprador apresente toda a documentação necessária e peça ao cartorário o desconto. A notícia ruim é que na hora de comprar não for utilizado o desconto não poderá pedir o reembolso posteriormente.