Michael Schumacher e a estrada da vida

A história do piloto que nos faz refletir sobre autoproteção e patrimônio imobiliário.

O próximo segundo é uma incógnita para todos nós. Por mais que tenhamos sonhos, que trabalhemos duro para alcançar nossos objetivos, o futuro a Deus pertence e ninguém sabe do amanhã, do que está nos aguardando após a próxima curva. O caso do supercampeão Michael Schumacher é emblemático. Com seu talento e profissionalismo conquistou o topo na carreira, mas foi surpreendido pelo inesperado num momento de lazer, esquiando em Méribel, na França. Sete vezes campeão mundial de F1, o ex-piloto alemão teve um trauma grave ao bater a cabeça em uma pedra e, a partir daquele momento, não pode mais decidir nada sobre sua vida. Nada! Esta recordação triste acendeu uma luz amarela na minha cabeça. Por isso, busquei esclarecer alguns procedimentos legais de segurança com Flávio Fischer, advogado e tabelião – 1º Tabelionato de Notas e Protestos de Novo Hamburgo,  Tabelionato Fischer – reconhecido por mais de 40 anos de atividade profissional e intelectual, que gentilmente me recebeu para elucidar pontos da complexa relação entre vida e patrimônio.  

Todos corremos o risco de sofrer um acidente ou ser acometido por uma doença que nos impeça de dirigir a própria vida. O que acontece? 

Você fica à mercê, como Schumacher ficou. Alguém vai decidir no seu lugar. Mas certamente ele, que corria riscos na profissão, não ignorou possibilidades, se preveniu. Imagino isso, pois é o lógico num perfil como o dele. Alguém no seu lugar, entretanto, pode pensar diferente, achar que não vale a pena uma vida como a que ele está tendo, mesmo cercado dos melhores e mais evoluídos recursos. Esta pessoa pode deixar isto definido e ninguém muda. Só ela mesma. Pra isso, precisa estar no pleno domínio das suas faculdades mentais e dispor de R$ 78,66! 

Por que é tão pouco utilizado? Será que as pessoas imaginam que este tipo de proteção seja um processo complexo e dispendioso? 

A maioria das pessoas desconhece, portanto, não sabe que é simples e viável para qualquer um. Este procedimento chama-se DAV – Diretivas Antecipadas de Vontade – ou Testamento Vital, um termo do qual eu, particularmente, não gosto. São determinações para serem cumpridas em vida, caso a pessoa fique impossibilitada, mesmo que temporariamente, de manifestar a própria vontade, dar procuração, tomar alguma providência. Um sujeito que vive da renda de imóveis, por exemplo, que lida pessoalmente com os negócios, toma as decisões… Se tem um AVC, sofre um atropelamento e fica impedido, o que deve ser feito? Se ele não definiu, os familiares ou o administrador fazem o que acham que devem fazer. Ou, pior. O que quiserem fazer. 

Suponhamos que boa parte do meu patrimônio seja constituído por imóveis e acontece um infortúnio assim. O que o DAV me garante? 

Você é que se garante através do DAV, define o que deverá ser feito num caso desses, estabelece regras que o protegem, inclusive contra um possível mau uso da família. Imagine que a pessoa tenha um filho desajustado, um parente não confiável. Acontece e é muito comum. Já vi e vivenciei tanta coisa, que você não acreditaria. Filhos despejando pais idosos pra ficar com o aluguel da casa, marido querendo esconder descendentes fora do casamento. É a vida, é assim. Aí acontece um troço desses e fica-se à mercê deles? Interesses, tipos humanos, conflitos dissimulados… Há uma infinidade de coisas que a gente não considera, que nem passam pela nossa cabeça quando está tudo em ordem, mas acontecem. E nisso você pode perder tudo aquilo pelo que lutou, sonhou ou planejou para sua vida. Ou mais dramático, num momento de extrema fragilidade, pode não conseguir dispor do que é seu da forma como pretendia, nem mesmo para cuidar da sua saúde e bem estar. 

Fica designada uma pessoa para tomar as decisões? 

Uma pessoa ou mais. Aqueles que forem indicados vão assinar no seu nome, ser seu representante legal. O DAV dá a eles poderes de procuração, que podem ser revogados apenas pelo interessado e mais ninguém. Seguindo no exemplo em que estávamos: a pessoa fica fora do ar, fora da casinha. O plano médico e o SUS não cobrem as necessidades ou não garantem o mínimo para a subsistência nos padrões a que estava acostumada ou que agora se fazem imprescindíveis, como medicação, alimentação ou transporte especial. Mas ela tem imóveis, que não estava cogitando vender, só numa emergência e este é o caso. Quem decide e como? 

Que regras podem ser estabelecidas? 

Aquelas que o interessado julgar necessárias. As reservas podem ser alienadas, por exemplo, com limites ou não, para os cuidados com a saúde até que a situação normalize, se existir esta possibilidade. Ou pode-se estabelecer que o administrador venda os imóveis e faça um fundo para garantir a subsistência, mas não poderá sair queimando patrimônio. No caso que falei antes, do filho desajustado que fica com esta responsabilidade de administrar os bens. Se não houver limites, ele pode torrar um apartamento que vale 1 milhão por 700 mil. Procedimentos médicos também podem ser definidos. Se tenho uma questão de saúde grave, mas não quero passar por procedimentos invasivos ou ficar preso a uma máquina. Caso isto não esteja estipulado, o médico vai seguir as diretrizes do Conselho de Medicina e só. 

Como fica a situação de quem deixou a DAV e, algum tempo, depois vem a falecer?

 Ocorrendo o óbito, passa a valer o testamento convencional, caso ele exista. É outro documento importante, principalmente para quem tem bens, imóveis ou não. E cabe repetir: a DAV são determinações para ser cumpridas em vida. Devemos ter em mente, também, que a DAV não permite a eutanásia, que é a morte antecipada. Apenas garante que ela ocorra de modo natural ou permite o seu retardamento, conforme a vontade da pessoa.  

Para concluir, quais as principais diferenças entre um testamento e a DAV? 

No testamento a pessoa deixa consignada a sua vontade, respeitadas algumas limitações legais, sobre a forma como deseja que seu patrimônio seja dividido após sua morte. Já a DAV tem como objetivo principal a preservação da dignidade da pessoa e do seu corpo, através da nomeação de um representante que vai decidir aquilo que diz respeito ao tratamento médico, à saúde e à vida, enquanto ela persistir. Embora para muitos estes sejam assuntos dos quais é desconfortável falar, sua importância é enorme. 

 

 

Hamburgo Velho é um espetáculo! Literalmente

Fui assistir ao recital de piano de Fabio Luz (Brasil/Itália) na Fundação Ernesto Frederico Scheffel, nesta terça-feira (10/10).  Emocionante é o mínimo que posso dizer sobre o recital com uma participação especial da mezzo-soprano Angela Diel. Mas e o que dizer do casarão em estilo neoclássico onde funciona a Fundação Scheffel, e que serviu à comunidade de diferentes formas? Foi residência, escola, local de eventos culturais, casa comercial e até hospital. Fiquei comovido só de olhar a edificação, construída no ano de 1890, por Adão Adolfo Schmitt. De repente, envolvido naquele clima de romantismo cultural, me peguei absorto viajando no tempo, e passeando mentalmente pelo bairro histórico que deu origem à cidade e ainda conserva razoável parte de seu patrimônio relativo à imigração alemã. Revi o Museu Comunitário Casa Schmitt-Presser, construído em técnica enxaimel e tombado pelo patrimônio histórico; a Igreja Evangélica Luterana dos Reis Magos e a Igreja Nossa Senhora da Piedade, ambas restauradas e contando com belíssimos vitrais. Os dois cemitérios, o Luterano e o Católico, com diversas lápides executadas por volta 1890, e esculpidas com detalhes góticos e com epitáfios em alemão. Que espetáculo é este bairro Hamburgo Velho, pensei com meus botões. Há várias outras casas em estilo eclético, com características da imigração alemã, com frontão recortado e telhado com inclinação acentuada. Ruelas que nos levam de volta no tempo e prédios que nos colocam de volta ao mundo de hoje. O bairro abriga o Hospital Regina, o Campus I da Universidade Feevale, o Techpark, o hotel Swan Tower, lojas sofisticadas e modernos espigões. Morar em Hamburgo Velho é um privilégio, sob vários aspectos.

Prefeita Fátima Daudt recebeu representantes da Associação de Amigos de Hamburgo Velho

Mais do que um local de visitação e de forte apelo turístico, o bairro histórico de Hamburgo Velho pode se tornar um polo de benefício para toda a cidade de Novo Hamburgo a partir da geração de empregos, incentivo a novos empreendimentos e fortalecimento dos já existentes. A Associação Amigos de Hamburgo Velho (AME) foi recebido no final de abril pela prefeita Fátima Daudt, no Centro Administrativo Leopoldo Petry. O grupo apresentou propostas que unem poder público e comunidade na busca por transformar o bairro histórico em um polo de geração de renda e incentivo cultural e econômico.

Sob medida ou planejado: com que mobiliário eu vou?

     

CADA UM NO SEU QUADRADO

Estilo, planos futuros, modo de vida, capacidade financeira entre tantos outros aspectos, definem o nosso morar. Afinal, nem todo mundo pode viver num palácio ou numa cobertura cinematográfica. Além do mais, dá pra reproduzir algumas destas sensações com o auxílio de bons profissionais e das boas ideias disponíveis no mercado, mesmo em ambientes bem mais comedidos. Conforto, tecnologia e design estão hoje muito mais acessíveis e ajudam a tornar lares, escritórios e empresas em locais amigáveis e prazerosos de viver e conviver. Neste contexto, uma parte fundamental é o mobiliário, que transforma 4 paredes em “Lar Doce Lar”.

Vilson Rorato, da Visani Móveis e a arquiteta Jaque Zapelini, da Idelli, me guiaram numa visita ao universo dos móveis sob medida e planejados. Qual é mais negócio pra você? No final, você decide.

 

Jorge Trenz – Por que escolher o móvel Planejado ou o Sob medida?

Jaque Zapelini

– No planejado você tem a praticidade, modernidade, as últimas tendências internacionais de texturas, acabamentos. Há muitas razões, mas esta escolha, na verdade, é uma decisão individual, em que o cliente considera aspectos econômicos, subjetivos, influências, projeções! É uma compra para durar alguns bons anos, então, a pessoa e o seu profissional arquiteto ou decorador vão definir, primeiramente, por um estilo. Aí começa a se determinar também se é um ou outro. Ou a composição dos dois. Porque ambos têm suas qualidades.

Vilson Rorato

– No sob medida o cliente faz do jeito que ele quer. Não tem limitações. Tenho uma cartela com 200 possibilidades de cores e acabamentos. Acrescente um design de qualidade, de bom gosto e a vida muda. É impressionante a capacidade de transformação que o mobiliário tem sobre os ambientes do nosso dia a dia. Então, pra isso, tem que ser do jeito que você quer. Do seu jeito. O sob medida tem essa diferença.

Jorge Trenz – O que difere o consumidor das duas propostas?

Vilson Rorato

– O investimento no sob medida é maior, com certeza. Claro, estamos falando de exclusividade. É uma coisa que, praticamente, só você tem. Ao menos daquele jeito, naquele tom, com aquela curvatura. O cliente normalmente trabalha com um arquiteto, que traz ideias e propostas diferenciadas. Só a marcenaria pode acompanhar isso. Mas sempre há maneiras de atender a necessidade do cliente, temos que conversar bastante e fazer o melhor projeto.

Jaque Zapelini

– Aqui na Idelli nós trabalhamos com painéis editáveis, que eu faço do tamanho que eu quiser. Fica, para bem dizer, um móvel sob medida com tecnologia. A gente quer proporcionar satisfação, alegria de viver num ambiente confortável, contemporâneo, onde a praticidade se alie à estética. Aposto neste tipo de personalidade de clientes.

Jorge Trenz – Um é mais negócio que o outro?

Jaque Zapelini

– O planejado é mais competitivo. Dependendo do ambiente a diferença é substancial. E são padronagens modernas, criadas a partir de pesquisas internacionais. Além disso, há a possibilidade de remodular ou mudar partes sem ter que mexer num conjunto maior. Acho essa mobilidade importante. As vezes você muda alguns elementos e muda tudo. O sob medida tem um apelo mais pessoalizado, mais exclusivo. Depende muito do que a pessoa espera do tipo de mobiliário que ela está escolhendo.

Vilson Rorato

– O planejado sempre tem uma margem maior de negociação, pelos volumes com que trabalha, pelo que bota em cima no fator marca, por exemplo. Mas cada pessoa é um universo e constrói seu habitat a partir da sua personalidade, da sua vivência, dos seus traços… Cada cliente meu é uma história e a gente acaba entrando na intimidade dele. Ele nos entrega não só o sonho, mas a chave da casa. Isso é um negócio muito sério, que envolve muita confiança da parte dele e da minha, incluindo meus colaboradores. A nossa conexão é direta: cliente, designer, produção, tudo tem que se integrar, um tem que compreender o outro pra que, no final, o cliente fique feliz com aquilo que definiu, adquiriu. Fica a marca do cliente no móvel dele.

Jorge Trenz – Dá pra evitar o stress na hora de mobiliar e decorar?

Jaque Zapelini

– Quem não teve ou não conhece alguém que se estressou, hein? Acontece nos dois lados, sempre há espaço para alguma inconformidade, é normal, principalmente quando a obra é grande, envolve profissionais diferentes… Encanador, eletricista, móveis, decoração. O importante é estar bem assessorado, conversar bastante e supervisionar tudo. Do lado de cá da mesa a gente também enfrenta coisas que, olha!!!…. Mas no final tudo dá certo. Senão, como diz a sabedoria popular, ainda não terminou.

Vilson Rorato

– O determinante na hora de escolher é conhecer bem o fornecedor, seja ele sob medida ou planejado, desde o tipo de atendimento até a entrega e a assistência no pós-venda. Não há como garantir que tudo vá acontecer exatamente como o previsto, isto não existe. Faz-se todo o esforço, nos dedicamos intensamente, mas uma parede com um desnível já vai exigir uma intervenção que não estava nos planos. Existem variáveis, como em todo negócio.

Jorge Trenz – Estou comprando um apartamento de 1 milhão ou de 400 mil. Dá pra projetar o investimento hipotético no mobiliário e decoração?

Vilson Rorato

– O móvel sob medida te dá um leque de opções, tanto para um imóvel de valor médio como um de alto padrão. Você pode valorizar os móveis com um acabamento sofisticado, muita iluminação, espelhos e robustez, ou simplificá-los, sem perda de qualidade. Ou seja, não precisa ser 8 ou 80.

Jaque Zapelini

– Normalmente, o cálculo para o investimento na mobília de fixos de um apartamento ou casa pode variar de 10 a15% do valor do imóvel. Isto depende muito dos acabamentos solicitadas pelo cliente. Melamina, por exemplo, tem um custo menor que laca e vidro. Se tiver portas de melamina, que é um revestimento usado sobre o MDF ou MDP, o investimento será bem menor do que portas em laca, um acabamento para móveis de madeira sobre o qual se aplicam várias camadas de uma pintura especial.

Jorge Trenz – Como você percebe o mercado imobiliário do Vale do Sinos? Isto influencia diretamente o negócio de vocês, certo?

Jaque Zapelini – Com certeza, mas precisamos olhar para frente, para um futuro melhor, ser otimistas e aproveitar este período para alinhar a empresa. Analisar custos, analisar estrutura e melhorar o que for possível. Crises sempre existirão, mas quem tem qualidade permanece vivo e com dedicação e um bom trabalho se abrem novos mercados. Trabalhar com empenho, comprometimento e confiabilidade é nossa missão.

Vilson Rorato – É evidente que um mercado aquecido favorece todos os setores, inclusive o nosso. Vejo que este mercado pode demorar um pouco mais a aquecer em relação ao de serviços e indústria, que deverão vir primeiro, para aí existir a demanda. O incentivo do governo na construção civil vai gerar mais ofertas para quem? Hoje, precisamos gerar empregos, ter dinheiro no mercado para então ter o consumo de volta.

 

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As pessoas precisam voltar a sentir que são donas de Novo Hamburgo.

 

Quem decide construir está sempre em vias de realizar um sonho: não importa se é uma casa, um comércio, uma indústria, um pavilhão para alugar. O que importa é que se está fazendo algo importante e que toda a cidade sairá ganhando. Só que muitas vezes, quem deveria ser parceiro é o primeiro a colocar empecilhos, travar o andamento, complicar, desestimular. Você já sabe do que estou falando, não é mesmo? Dos trâmites burocráticos, obrigatórios e muito bem-vindos no sentido de promover um desenvolvimento sustentável, planejado, que garanta a harmonia entre tantos elementos e necessidades que uma cidade. Mas haja paciência pra tanta morosidade. E as soluções? Virão? Quando? Como? Quem vai nos dizer é a Roberta Gomes de Oliveira, Secretária do Desenvolvimento Urbano de Novo Hamburgo.

Jorge Trenz – Porque é tão complicado construir em Novo Hamburgo?

Não é complicado construir em Novo Hamburgo, pelo contrário. Nós estamos trabalhando para atrair empresas, novos empreendimentos, estimular o comércio, proporcionar condições melhores de moradia e convívio social. Mas pra isso, precisamos de um plano em conformidade com o futuro, que atenda não apenas o hoje e o agora, mas as próximas décadas, por isso um novo plano diretor urbano e ambiental é tão importante. Não estamos medindo esforços para desburocratizar, ganhar eficiência no sistema como um todo.

Jorge Trenz – Vem mudanças por aí?

Sim. E algumas já estão em curso. Pra começo de conversa, temos que saber onde estamos fincando nossos pilares, conhecer o terreno, as dificuldades e o que podemos melhorar agora, daqui a pouco e mais adiante. E este processo está bem articulado aqui dentro da Secretaria. Já mapeamos nossas atribuições, nossa estrutura organizacional e as parcerias necessárias para imprimir mais qualidade e velocidade aos processos.

Jorge Trenz – Que diagnóstico fizeram, Roberta?

Temos que colocar o foco na questão da celeridade, não resta dúvida, precisamos mudar esta percepção de dificuldade de andamento das demandas na prefeitura. Revisamos os fluxos dos nossos processos e estamos trocando ideias com as outras secretarias que fazem parte deles, procurando soluções para dar maior rapidez à aprovação e licenciamento das construções. Este é um dos pontos em que estamos trabalhando. Constatamos também que, muitas vezes, os protocolos são encaminhados com documentação incompleta e estamos trabalhando para evitar esse descompasso. Some-se a isto, a obrigatoriedade dos profissionais da secretaria de avaliarem todo o conjunto da obra, desde o tamanho das janelas, a metragem do banheiro, enfim, toda a parte interna da edificação. Só aí já tínhamos um problemão, no tempo das análises. A reorganização do sistema de avaliação e incorporação de novos métodos, o Projeto Legal de Arquitetura, faz com que o responsável técnico seja valorizado frente à sociedade e vamos ter um ganho visível de tempo, que vem de encontro à expectativa de todos.

Jorge Trenz – Nas minhas conversas com amigos arquitetos e outros profissionais da área, constatei que algumas aprovações chegam a levar 1 ano, senão mais. Há uma queixa grande no mercado…

Justamente, mas estamos trabalhando para mudar esse fato. Uma boa notícia é que em abril passou a vigorar uma nova resolução da Secretaria de Meio Ambiente, onde várias atividades e todas as edificações unifamiliares inferiores a 699,99m² estão isentas de Licenciamento Ambiental para Construção. Isto vai aliviar muito, visto que mais de 50% dos nossos processos são edificações unifamiliares e não precisarão mais passar pela SEMAM. Outro elo da cadeia, que também travava o processo era a análise do Departamento de Esgotos Pluviais. Agora o DEP tem um protocolo exclusivo, fazendo com que o mesmo projeto seja analisado em paralelo por duas secretarias. Há toda uma engrenagem que precisa se harmonizar pra girar com mais eficiência e rapidez.

Jorge Trenz – Isso pode acontecer com o Projeto Legal de Arquitetura?

Sim, pois a maneira de entregar o projeto para a prefeitura está mais simplificada. Esse novo sistema foi um trabalho longo de técnicos da secretaria e de entidades, que começou a operar em outubro de 2016. Com a implantação do Projeto Legal de Arquitetura, passou a ser de total responsabilidade dos engenheiros e arquitetos a parte de projeto, afinal eles são habilitados para isso. Cabe à secretaria fazer uma análise da relação da edificação com o espaço urbano: conferimos o zoneamento, o índice construtivo, o respeito à taxa de permeabilidade, recuos e alargamento viário. Com as novas regras a primeira análise deverá sair em poucos dias, se o requerente trouxer a documentação completa conforme a Lei 2946/2016. Caso queira mais informações sobre o novo processo de aprovação está tudo disponível no site:

https://www.novohamburgo.rs.gov.br/modules/catasg/cidadao.php?idtipoprincipal=2&tiposervico=196

Jorge Trenz – Esse novo modelo poderá ser aplicado para todos os projetos que estão em análise?

Sim, mas ainda estamos no período de transição e as situações estão sendo analisadas caso a caso. Porém os projetos novos só analisamos nos moldes do projeto Legal de Arquitetura.

Jorge Trenz – E Novo Hamburgo do futuro, como será?

Será linda e pujante! Estamos trabalhando no novo Plano Diretor. É um trabalho muito desafiador, que não é para este ano, mas já demos o “start”. Teremos também um Plano de Mobilidade Urbana, que será iniciado em breve, enfim, Novo Hamburgo ainda vai melhorar muito. Temos uma ótima cidade e vamos fazer dela um lugar incrível. É o que uma comunidade espera dos seus administradores. Conseguimos buscar os recursos do BID que estavam perdidos e vamos investir para que a população resgate o amor pela cidade.

 

 

 

 

 

 

 

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E agora? Estava pensando em vender ou comprar um imóvel usado

Uma notícia nada boa.

A partir desta segunda (25.09) a Caixa Econômica Federal reduziu para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento. Até então, o percentual era de 60% a 70% do valor, dependendo da linha de crédito contratada.

Trocando em miúdos, quer dizer que num imóvel de R$ 600.000,00, será preciso ter R$ 300.000,00 em dinheiro, à vista.

A redução vale para todas as modalidades, como Minha Casa Minha Vida, financiamentos com recursos do Fundo de Garantia e pelo Sistema Brasileiro de Poupança (que usa recursos da poupança).

Entenda o caso.

Há muita gente procurando crédito para essa finalidade, num período de pouco dinheiro disponível. A Caixa passou a dar prioridade para quem quer comprar imóvel novo, pois entende que não existe crescimento  econômico sem o crescimento da indústria da construção civil. Hoje, o setor mais ágil na resposta é a construção civil. Começa na areia, no cimento, na brita. É a cadeia dos ‘mil itens’. É  um segmento que movimenta todo o mercado”.

 

A segurança como componente na escolha de um imóvel

Há cerca de dois anos, já com a crise afetando os negócios imobiliários profundamente, dediquei-me, através de uma pesquisa nos bairros de Novo Hamburgo, a explorar o mercado para descobrir o que as pessoas consideravam relevante. Meu objetivo? Poder ofertar aos meus clientes aquilo que ficasse mais próximo do que eles almejavam. Me deparei com surpresas das mais diversas, mas um ponto se destacou: a segurança e o quanto ela influencia na decisão de quem quer comprar um imóvel ou apenas trocar de endereço e como ela impacta no número de propostas. Por isso, agora fui conversar sobre o tema com o atual Secretário de Segurança de Novo Hamburgo, General Roberto Jungthon.

Jorge Trenz – Como o Secretário de Segurança vê a Novo Hamburgo de hoje? 

Eu vejo com otimismo. Até porque toda a sociedade está mobilizada para alterar está percepção de insegurança. Todos nós estamos envolvidos para melhorar esta situação. E quando nós nos reunimos em prol de um objetivo comum, as coisas acontecem. A PMNH está realizando, sim, o seu trabalho, os órgãos de segurança pública estão, sim, motivados para prestarem o serviço público que o cidadão merece. É só uma questão de tempo pra nós percebermos que estamos mudando e mudando para melhor.

Jorge Trenz – Novo Hamburgo voltará a ser atrativa para os negócios imobiliários? 

A prefeita Fátima montou uma equipe de primeira linha em todas as áreas da administração. Ela tem amor pela cidade, isto já ficou claro e faz toda a diferença. Temos que ser positivos também e aproveitar da crise para gerar oportunidades. O país todo vive uma série de crises: é a crise de representatividade política, com o povo descrendo dos seus representantes. É a crise de autoridade. Não há limites, as pessoas não respeitam o espaço dos outros. A crise econômica nem vou me aprofundar. Mas há também uma crise moral, com escândalos que nos deixam desorientados. Isto está impactando na segurança, estamos vivendo uma situação nunca vista na área da segurança nacional. Mas estão sendo tomadas providências e, pode ter certeza, Novo Hamburgo será, como continua sendo, um excelente lugar para fazer negócios.

Jorge Trenz – O que está sendo feito para melhorar este cenário? 

Nós estamos trabalhando aqui sobre 3 eixos: governança e gestão. Integração e parcerias. Tecnologia e inovação. Estamos nos organizando para oferecer o que tem de melhor em cada área. No eixo de governança e gestão precisamos ter foco, direcionamento, questões bem definidas. Que metas queremos atingir, que resultados precisamos obter, qual o nível de satisfação que queremos oferecer ao cidadão. Em termos práticos, precisamos maximizar recursos e minimizar desperdícios, em tudo. Em pessoal, em material, em protocolos, em procedimentos. Precisamos queimar etapas que não geram valor, que não trazem benefícios para o cidadão.

Jorge Trenz – O que compreende o eixo Tecnologia e Inovação? 

Por uma questão estratégica, ainda não posso revelar, mas já estamos trabalhando na aplicação de modernas tecnologias no controle de veículos  roubados, que nos habilitará a atuar com maior rapidez. O certo é que há uma gama enorme de possibilidades de comunicação entre os agentes e também entre os diferentes órgãos de segurança. Mas a tecnologia pressupõe algum investimento. Já a inovação, nem sempre. É uma ação nova. Eu posso obter o mesmo resultado com mais economia, com mais ganho de valor, uma percepção da população que aquilo é algo bom, simplesmente alterando determinados procedimentos. Um exemplo simplório é uma forma diferente de abordar, numa postura de respeito em relação a quem paga pelos serviços. Pode-se obter simpatia, colaboração, união, sem um tostão a mais. Outro exemplo é de não estacionar em vaga de deficiente físico. Pode ser uma coisa banal, mas faz parte do conjunto. Este respeito ao próximo começa no mais simples. Reconhecer que o meu direito vai até onde começa o direito do outro.

General Roberto Jungthon, natural de Porto Alegre, 60 anos, casado, e durante sua carreia militar percorreu  todo o Brasil, em média 3 anos por cidade.

Trajetória Militar

  • Cursou o ginásio no Colégio Militar em Porto Alegre (RS)
  • Formação de oficial do exército na Academia Militar de Agulhas Negras, na cidade de Rezende (RJ).
  • Como oficial general, na cidade de Corumbá (MS), fronteira do Brasil com a Bolívia, atuava na linha de frente contra o tráfico e contrabando
  • Chefe do Estado Maior do Sul, Porto Alegre (RS), no Comando Militar do Sul, que engloba RS, SC e Paraná
  • Estado Maior do Exército em Brasília (DF), trabalhando nas áreas de comunicação, inteligência, gestão, governança
  • Departamento de Educação e Cultura na cidade do Rio de Janeiro (RJ), no órgão de direção setorial estratégico, englobando 40.000 alunos.

 

 

 

 

 

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Quem nunca pensou em comprar um imóvel ou fazer um upgrade?

Muito antes de ser um investimento, nossa casa é nosso lar. Todos precisamos ter um lugar para morar, nos proteger, criar os filhos, ou simplesmente pensar na vida em frente da TV nova. Ter um endereço pra chamar de seu é tão fundamental que está entre as primeiras preocupações na vida, depois da conquista de um emprego ou um certa estabilidade, concorda? Com a chegada da “crise”, entretanto, muita gente teve que adiar o sonho da casa ou apartamento próprio, fosse novo ou usado a intenção da compra. O mercado parou. Até o bloco de classificados no jornal minguou. A boa notícia é que os ventos começam a mudar.

O ministro da economia vem acertando a mão

A equipe econômica está fazendo a sua parte. A queda continuada da taxa de juros básica é um excelente indicador e traz perspectivas de uma virada. Segundo o consultor econômico Ricardo Amorim, os primeiros setores a se recuperarem depois de uma crise costumam ser o automotivo e o imobiliário. Ou seja, é tempo de começar a pensar novamente em investir em imóvel, enquanto o pessimismo ainda domina quem está desinformado. O pior já passou, afirma ele.

Vai ficar mais fácil comprar. E mais caro também

A recuperação deve ser lenta mas progressiva. Alguns economistas dizem que já é possível vislumbrar a Selic num patamar de 8,5% ao ano. Com os bancos acompanhando essa tendência e diminuindo os juros dos financiamentos, as prestações podem cair mais de 30%!! Mas atenção: quando aumenta a procura, você já sabe o que acontece. O preço vai junto.

Primeiro imóvel tem desconto nas custas de escritura e registro

Pouco conhecido, o direito está garantido desde 1973, graças à lei federal nº 6.015. Tomemos como exemplo:

Quem está comprando o primeiro imóvel e vai pagar por ele menos de R$ 800 mil – o que significa que pode ser financiado no Sistema Financeiro de Habitação – pode exigir desconto de até 50% no valor pago pela escritura e pelo registro de imóvel.

Para usufruir desse direito, é importante que o comprador apresente toda a documentação necessária e peça ao cartorário o desconto. A notícia ruim é que na hora de comprar não for utilizado o desconto não poderá pedir o reembolso posteriormente.