Os americanos queriam cebola no lanche!

Mais um ponto de destaque no cenário dos empreeendedores hamburguenses: O Xis da Taquareira. Trago para vocês um pouco da história deste lugar, que como tantos outros, também foi construído com árduo trabalho, especialmente, dos fundadores. Conversei com a sra. Claudete Stein, que assumiu o negócio em 1992, após ser desfeita a sociedade que seu marido saudoso mantinha, antes de vir à óbito, com um ex-colega do King’s Kão.

Taquareira: espécie nativa que virou marca registrada do restaurante.

José trabalhara com o Sr. Almiro – ícone do King’s – por 8 anos. Certo dia, entretanto, pensou que deveria abrir o seu próprio negócio. Associou-se a um colega e partiram para ser donos do próprio nariz. Com a cara e a coragem, fundaram o Mister Dog Lanches. Dna. Claudete tem a data na cabeça. “Foi no dia primeiro de outubro de 1987, há 32 anos.” A clareza na lembrança da data tem seu motivo: “Já éramos casados, minha filha era nascida e morávamos aqui. Foi uma atitude arriscada.”

Dna. Claudete não pertencia à área. Mas durante muitos anos atuou numa distribuidora da Coca-Cola, no Rincão. “De lá vim sabendo administrar. E a faculdade me ajudou muito.”  

O apoio incondicional dos filhos Tatiana e Mateus é determinante para o sucesso do negócio.

Não recordo de algum empreendedor com quem tenha falado que teve vida fácil. Com o Xis da Taquareira não foi diferente. A primeira grande dificuldade: definir um local. “Na época era difícil conseguir um ponto, os recursos escassos. A gente apostou aqui, num terreno alugado. Depois de 10 anos de luta, conseguimos adquirí-lo.” Muitas pessoas não acreditavam no empreendimento. Diziam que não ia dar certo, que duraria no máximo um ano e, depois, fecharia as portas.

A desconfiança não era infundada, pode-se dizer. Não faz muito, o destaque do bairro Vila Rosa era o ex-campo do Esporte Clube Novo Hamburgo. No mais, parecia estar longe de tudo e de todos. A não ser nos dias de jogos. Nesse quesito, afirma Dna. Claudete, marcaram um gol. “Muita gente vinha assistir aos jogos e morávamos em frente, o que para nós foi bom. Afinal, trabalhar não era problema, pelo contrário, era justamente o que mais almejávamos. Também ficamos conhecidos.”

É Negócio? Confira
Jorge Trenz
 Muitas fábricas e companhias de exportação eram atores naquele cenário. “Trabalhava-se muito, pois havia pouca concorrência. Nós íamos das 11h às 23 horas, sem fechar. Depois tinha todo o resto para fazer. Limpar, carregar, preparar. O pessoal acha que é fácil abrir um negócio na alimentação, mas não é. Tem que ser determinado, ter muita persistência. Trabalha-se sábado, domingo, é difícil.”

O cliente, aqui, sempre foi ouvido. No início era só lanches. Quando importadores americanos abundavam em Novo Hamburgo, muitos iam comer lá. E pasme: queriam cebola no lanche. Mas como colocar cebola nos lanches? Era novidade! Foi adotada. A mesma coisa foi a batata frita.

Ambiente espaçoso e moderno agrada jovens e famílias.  

Até no nome os clientes interferiram. O Mister Dog Lanches virou Xis da Taquareira porque eles batizaram assim, chamavam assim. E, de novo, a casa adotou a sugestão. O bairro Vila Rosa é um bom lugar para empreender? pergunto. “Eu acredito que sim. Bairro bom, tranquilo, relativamente plano, de muito fácil acesso, trem perto, shopping perto, padarias, supermercados.. Falta uma farmácia.”

Fotos: Divulgação

 

7 thoughts on “Os americanos queriam cebola no lanche!”

  1. Muito legal, Jorge! Conheço a Claudete a minha vida toda, inclusive tive o previlégio de ter sido cuidado por ela antes dela iniciar o Xis, o que imagino que poucos sabem da história dela. Conheci o Zeca tb e o que ela e a família dela construíram é um lindo exemplo pra todo mundo! Merece todo reconhecimento e respeito! Parabéns pelo belo artigo!

  2. Acompanhei esta linda história bem de perto,pois moro ao lado. Admiro demais a Claudete, pela garra,determinação, humildade. Parabéns e sucesso sempre!

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