Uma janela para o futuro. O nosso futuro!

Uma palavra muito empregada entre gestores modernos de negócios e no marketing atual é “propósito”. Pois há 50 anos, o conceito já circulava entre nós e foi definitivo para a criação de uma das nossas mais brilhantes criações: a Feevale. Criada pela comunidade de Novo Hamburgo, nas atas das primeiras reuniões já estava escrito: “Queremos ter uma instituição que forneça condições para que nosso filhos e as pessoas daqui se desenvolvam e desenvolvam a cidade, as empresas”.

Para o reitor, a indústria criativa vai unir a arte tradicional com as novas tecnologias.

Cléber Prodanov, reitor da universidade, me revelou isso em entrevista para a revista Expansão e afirmou que a Feevale está cumprindo o que foi pensado para ela. E foi categórico quando disse que não dá pra falar de Novo Hamburgo nos últimos 50 anos sem falar da Feevale ou vice-versa. Sua história está absolutamente atrelada à cultura que nos formulou e isso é inquestionável.

É Negócio? Confira
Jorge Trenz
 Nós tivemos uma trajetória muito importante no calçado, o que criou as bases econômicas para outras coisas. E aí a Feevale se insere, qualificando o nosso desenvolvimento. Começou como uma faculdade isolada, transformou-se em centro universitário, agregou a pesquisa, o parque tecnológico, até virar universidade. Transformou Novo Hamburgo num polo universitário e ajudou a oficializar a cidade como centro regional.

“Estamos sendo um elemento integrador importante mesmo à distância e ajudando a forjar a cidade que queremos ser no futuro”, disse o reitor. Por isso a expansão. Hoje a nossa Feevale tem 10 polos aqui no Vale e mais um na China. Este braço chinês é para atender nossa gente que foi morar e trabalhar lá, quando perderam o emprego na área do calçado aqui. Ir ao encontro deles significa muito e a troca de conhecimentos que isso pode gerar é do nosso interesse, claro.

Espaço de atração e encontro de pessoas que querem experimentar e desenvolver a sua criatividade.

A fundação da Feevale, muitos vão lembrar, deu-se com o curso de Belas Artes. Agora, veja que interessante: esta tradição que temos na produção artística e cultural, movimento teatral, escultura, pintura, canto coral continua refletindo e influenciando a história da universidade. Nas palavras de Prodanov: “O mundo se transformou e a criação de um ambiente de cultura talvez não passe mais necessariamente pelas artes tradicionais, mas por aquilo que a gente chama de indústria criativa. A indústria criativa vai unir a arte tradicional com as novas tecnologias.”

Em dezembro do ano passado foi criado o Hub de Inovação e Criatividade. É um ambiente para gerar negócios voltado para a indústria criativa. Prodanov diz que “As carreiras do futuro não foram inventadas. As profissões do futuro não foram inventadas. Temos que atuar com visões mais transversais. E a Feevale tem que estar na frente disso, formando pessoas que tenham condições de ter uma atividade cada vez mais plural, e não atrás, atendendo a uma necessidade do mercado.”

Hub One, uma estrutura voltada às empresas e aos negócios vinculados à indústria criativa.

Perguntei ao reitor “O que a Feevale construiu e quer deixar para a eternidade?” A resposta dele não poderia ser mais motivadora. “A eternidade não é matéria é espirito. E o que podemos deixar para a eternidade é esse espírito que temos de inovar, renovar, transformar e de estar sempre a serviço da comunidade. Não virar uma coisa meramente comercial. É preciso sobreviver, mas não podemos virar as costas para a comunidade que nos criou. É muito fácil a gente esquecer e achar que é autossuficiente. Então se a gente fala em eternidade, é espirito, e o espirito é, então, comunitário.

Colaboração: Cinara de Araújo Vila – Procuradora do Município de Novo Hamburgo

Fotos:  Nadine Funck  e Ana Knevitz – Universidade Feevale/Divulgação