Já pensou nisso?

As águas do arroio Luiz Rau correndo límpidas e tranquilas, com gramados, flores e bancos nas margens; sombras de árvores generosas protegendo crianças, adultos e vovôs numa tarde de sol. Viagem? Talvez, mas já parou para pensar que poderia ser possível? Ok, é um sonho complexo, difícil e demoraria bastante tempo para se viabilizar. Impossível, todavia, não é! Há exemplos de feitos impensáveis pelo mundo.

Cheonggyecheon, em Seul. Revitalizado após quatro décadas escondido.

Que tal, então, ter locais de descarte bem conhecidos, acessíveis, amigáveis, para aquelas coisas que a gente nunca consegue excluir das nossas vidas da forma como  deveria? Têm ideias transformadoras por aí, muitas isoladas aqui e ali, mas que um olhar mais esperto e interessado é capaz de enxergar. De fotografar. De compartilhar. De escalar.

Nosso projeto, a partir de agora, vai envolver você diretamente. O propósito é botar as cabeças pensantes da cidade para funcionarem a favor de Novo Hamburgo. Você é uma delas. Senão, já teria largado a leitura deste texto nas primeiras linhas. Aliás, já pensou viver num lugar borbulhante de ideias? E se esse lugar ficasse bem aqui, na sua cidade? Na nossa cidade! Já pensou?

Num mundo de possibilidades, algumas soluções gritam, causam furor, como o High line, em Nova York. Uma linha elevada de trens, um minhocão abandonado, foi transformado num jardim suspenso, um parque que iniciou e se expandiu a partir da rua 12 e hoje vai até a rua 30, atraindo e encantando gentes de todos os cantos. Lá atrás, deve ter parecido uma ideia insana. É daí? Olha ela aí, valorizando a cidade!

High line, Nova York. Minhocão abandonado virou o parque da hora.

Outras propostas só querem o direito de influenciar o desenvolvimento de hábitos saudáveis com o meio ambiente e com a sociedade. Passeando pelas praias da costa leste da África, você pode se deparar com esculturas coloridas de elefantes, javalis, rinocerontes, leões e girafas, algumas em tamanho real, feitas com chinelos de borracha velhos encontrados no mar.

É Negócio? Confira
Jorge Trenz
A transformação desses materiais em peças de arte e moda é ideia da empresa Ocean Sole. Com sede em Nairóbi, capital do Quênia, o negócio reaproveita sandálias velhas e outras peças de borracha encontradas nas praias do país. O resultado do trabalho são criações lúdicas que chegam a ser vendidas para jardins zoológicos, aquários e lojas de nicho de 20 países.

Em Seul, o Cheonggyecheon, um riacho que ajudou a cidade a controlar as enchentes, foi esgoto a céu aberto, separou ricos e pobres, foi aterrado e escondido debaixo de um viaduto por quase quatro décadas, foi resgatado. Em 2005, através de um oneroso e intenso projeto de revitalização urbana, teve sua importância histórica e cultural restaurada. Hoje é um dos cartões postais de Seul, ponto de encontro dos seulitas e um exemplo a ser seguido.

Outra iniciativa bacana são os ‘ruin pubs’. A ideia partiu da oportunidade de muitos prédios estarem deteriorados e abandonados pós-comunismo. Jovens empreendedores assumiram a administração destes edifícios a custos baixíssimos, proliferando a modalidade de ruins pub pela cidade – atualmente são mais de 20. E o modelo foi “copiado” com pubs em ruínas por outras cidades da Europa.

Ruins Pubs, Budapeste. Prédios do pós-comunismo viraram bares da moda.

Nós viajamos, nós fazemos negócios pelo país e pelo mundo, nós queremos ter orgulho da nossa casa. Então… Se a gente começasse a olhar por ai com mais atenção e iniciasse um banco de sugestões para aprimorar nossa cidade, nossas relações sociais, com o meio ambiente, com o próximo? Já pensou nisso? Acha que poderia dar certo? Pois estamos pensando nisso também.

Colaboração: Cinara de Araújo Vila – Procuradora do Município de Novo Hamburgo

Fotos: Divulgação

 

É meu sobrenome.

Tivemos famílias tradicionais que influenciaram nossa cultura, nossas relações sociais, nossa indústria, nosso comércio e nosso desenvolvimento. Como praticamente todos os lugares do mundo. Seus nomes e sobrenomes batizaram ruas, praças, espaços culturais, entre outros. Em certos momentos, o sobrenome valia mais ou falava mais alto do que qualquer atributo.

Família unida, os Trentin já têm representante da nova geração.

Ernesto Trentin, por sua vez, batizou com seu sobrenome uma padaria no bairro Canudos. A mesma que hoje tem endereço na Mauricio Cardoso, uma das avenidas mais cultuadas de Novo Hamburgo. Saiu de São Francisco de Paula em 1978, veio para cá e trabalhou por 10 anos como vendedor externo da Johann Alimentos. Ali, fez amizade com um rapaz que vendia massas e biscoitos da Coroa, marca renomada da época.

A história da Trentin começa a se delinear num trágico Natal. Ernesto e os irmãos empregavam o tempo livre construindo uma casa nova para a família. “Morávamos numa meia-água, de duas pecinhas, no fundo do terreno. Já tínhamos uma filha, a Kelly. Naquele Natal, um vendaval varreu Canudos e derrubou a casa”, recorda a esposa, Zaida.

A boa exposição dos produtos tem como objetivo facilitar o atendimento para o cliente.

Sem dinheiro para reconstruir, Ernesto precisava arrumar urgente outra saída. Descobriu uma ação promocional de apartamentos sem entrada. Era o Residencial Mundo Novo. “Comprei um apartamento, vendi o terreno onde seria a casa. No mesmo período, colocaram para alugar um peça onde funcionava um mercadinho. Com o dinheiro do terreno, conseguimos montar um botequinho lá”, orgulha-se. A veia empreendedora é uma característica do pai, afirma a filha Franciele. 

É Negócio? Confira
Jorge Trenz
Alugado o ponto, precisava abastecê-lo. Conta que foi direto falar com seu amigo: “- Estou abrindo um mercadinho e preciso que me forneça massas e biscoitos. Ele foi visitar o espaço e pensou: “- Esse cara não vai conseguir me pagar.” Mesmo assim, encheu a loja com seus produtos. “Foi assim que começou o nosso negócio”, diz.

Com trabalho, conseguiram mudar para um espaço maior, na outra esquina. Foi só então que Trentin se desligou do emprego. “A gente fez o mercado com padaria. Mas achei logo que aquilo lá era muito pouco. Ai tinha essa padaria aqui na Maurício, que era do meu cunhado. Ele tinha outras duas e não dava conta. Eu comprei a padaria dele, vendi o mercado para o meu irmão, tudo negociado sem dinheiro algum. Só na promessa.”

“Aqui se chamava 2001. Decidi mudar o nome… trazer o meu Trentin de Canudos para cá. Quando estavam mudando a placa, uma senhora chegou e disse:

“- Mas que nome é esse aí? Isso é nome de padaria?” Respondi a ela: “- Trentin, senhora. Trentin é nome. É meu  sobrenome.”

Trentin Maurício Cardoso: localização privilegiada e ambiente pensado para o seu público-alvo.

A filha Franciele diz que o pai é tão inquieto que quando estabilizou a Trentin da Mauricio já assumiu a Casa de Carnes Fronteira. A outra filha, Regina, que gerencia o negócio, emenda: “Era um mercado pequeno e ele resolveu renovar o ponto. Modificou toda a Casa de Carnes, reformou tudo e hoje já é referência. É um pronto socorro que tem tudo!”, diz ela.

Sob o olhar da família Trentin, Hamburgo Velho é um excelente lugar para empreender. Mas a falta de estacionamento complica um pouco nas redondezas de onde estão. Em compensação, acham que sobra calor humano e bons relacionamentos.

Fotos: Divulgação

 

Vendedor de Saudades.

Ah, o tempo! Este senhor cheio de marcas e de histórias, que guarda lembranças de quase tudo nas suas dobras, conserva algumas delas no Armazém Hamburgo Velho, sob os cuidados do Paulo Alexandre Stoffel, um eletrotécnico de formação, que com o andar dos anos, foi se transformando num guardião de antiguidades.

Paulo Stoffel: a paixão herdada dos pais por objetos antigos, transformou o sentimento em negócio.

A transição deu-se lentamente. O pai, taxista, quando se aposentou, passou a percorrer o interior do estado num Fusca. Na companhia da mãe, garimpava peças antigas interessantes. “Eles traziam muita coisa e ali eu comecei a gostar do assunto. O Fusquinha vinha atolado de velhas novidades e, muitas vezes, um caminhão carregado os seguia até em casa”, lembra.

Aquilo foi aos poucos se tornando um negócio. Conquistaram clientes em Novo Hamburgo, Porto Alegre e de outros lugares. Em Novo Hamburgo, os irmãos Paulo e Pedro Scherer eram clientes especiais e compravam bem. De Porto Alegre vinham antiquários que já sabiam que o casal saía na segunda-feira de manhã e só retornava sexta à tarde. o sábado, estavam cedinho batendo na porta para ver o que tinha de novo.

“Eu não era um restaurador. Na verdade, era um recuperador. Ganhava algumas peças dos meus pais e as consertava. Passei a maior parte da minha vida trabalhando como eletrotécnico. Tinha na antiguidade um complemento de renda e um hobby. Há 3 anos estou me dedicando exclusivamente às antiguidades. É uma atividade muito prazerosa.”

O Armazém Hamburgo Velho trabalha com móveis, objetos antigos e artigos de decoração a pronta entrega.

Mas o Armazém já tem mais tempo. O empreendimento nasceu há 10 anos, no Centro Histórico de Hamburgo Velho, em consequência da instalação da clínica da esposa Neusa, que é nutricionista. “Ela não queria ocupar a parte da frente por causa do barulho, do movimento do trânsito.  Sobraram dois ambientes e aí ela teve a ideia de abrir um armazém, com alguns produtos vinculados ao trabalho dela.”

Com a loja aberta e de cara para rua, o gosto pelas antiguidades falou alto e Paulo passou a exibir algumas peças aqui e ali. Os clientes passaram a se interessar, querer, comprar. “A reação das pessoas quando entram no Armazém é o que me faz feliz. Algumas se emocionam vendo algo que remete à sua infância, traz recordações familiares, do lugar onde viveram… A Neusa costuma dizer que “o nosso produto é a saudade.”

Nesse ramo, afirma, é preciso ter percepção, sensibilidade. O termo antiguidade, no seu entender, relativizou-se bastante. Paulo diz que hoje em dia tem muito colecionador, tem muito captador. “O pessoal acha um telefone celular de 15 anos e diz: – Olha, isso aqui é antigo!”

Localizado no bairro histórico de Hamburgo Velho o espaço se transformou num local para garimpar peças antigas.

“Meu objetivo é me aproximar cada vez mais daquilo que realmente tem procura nesse nicho de mercado, encontrar um ponto de equilíbrio porque aqui, ainda estamos bastante diversificados, tem de tudo. Mas a intenção é ser mais focado num determinado tipo de antiguidades”, afirma.

Com relação ao bairro Hamburgo Velho, Paulo diz que é um bom lugar, mas para empreender, precisa avaliar bem o que se pretende. “Nós gostamos de estar aqui, mas é um bairro de passagem, não tem movimento de transeuntes, de pedestres na rua. É um centro histórico com vários locais para visitação. Apesar disso, não é um lugar onde as pessoas costumam parar para olhar alguma coisa.”

Fotos: Divulgação

Não jogue ideias no lixo.

Nosso projeto para 2020 é inclusivo, ambicioso e a sua participação é crucial. Seja atuando diretamente ou divulgando, falando para os seus amigos que estamos construindo um time de garimpeiros hamburguenses para encontrar ideias e ações bacanas por aí, que poderiam servir pra melhorar nossa vida aqui, já é uma contribuição e tanto.

Cidadão do mundo. Fernando Walter e a esposa Sulmara.

O mundo está cheio de ideias interessantes. Queremos reunir centenas, milhares delas – sempre pensando em Novo Hamburgo – num único banco. É um processo colaborativo entre pessoas que viajam, veem o universo com curiosidade e têm carinho e expectativas com o futuro da nossa cidade.

Algumas sugestões poderão interessar ao poder público; outras, despertar um insight em empreendedores, gerar negócios, empregos, cultura, diferenciais que nos empurrem para frente, que instiguem nossos cérebros mais privilegiados a buscarem desafios novos; muitas ideias servirão apenas para mostrar como o ser humano é sensacional nas suas criações. Mas só isso, já vai valer a pena.

Um exemplo? Albi , uma comuna na região de Occitânia, no interior da França, é onde reside Fernando Walter, hamburguense nascido em Lajeado, que percorre o mundo representando o segmento calçadista. Em Albi, descarte e coleta de lixo têm combinações sociais.

Coletor exclusivo para vidros, em Albi, França. A população retira tampas e rolhas antes de descartar os vidros aqui.

“Começa que todo lixo é separado antes de ser descartado, pelo gerador do lixo, em casa. Isso é norma compreendida e aceita. Orgânicos, plásticos, longa vida, papéis, cada material no seu devido lugar. Tem um aviso nas tampas das lixeiras para não colocar vidros, e fotos dos dejetos que podem ser descartados.

Para os vidros existe um processo racional e eficaz. Há coletores especiais colocados a cada 500 metros – dependendo da região – sempre próximos a locais de aglomeração de pessoas ou condomínios. “Ali depositamos todo e qualquer vidro, lembrando que é para vidros, não tampas ou rolhas.” Detalhes que fazem toda diferença: tampas e rolhas, NÃO!

A grande sacada destes coletores, inicialmente, foi reduzir acidentes com os trabalhadores, que machucavam-se muito. Mas resultou, também, em outras economias entre os ciclos de coleta e reciclagem, tornando o vidro – uma embalagem higiênica e mais limpa para o meio ambiente – mais barata. “Quando as pessoas atuam juntas, o benefício ou o malefício acaba voltando”, afirma Fernando.

Educação e comunicação para otimizar a separação do lixo.

Há também, nesta cidadezinha que preservou suas construções medievais, mas não parou no tempo, lixões para descarte daquilo que não é do dia a dia, como sofás, malas, ou eletrônicos, diz Fernando. “É o povo que leva o material até lá e separa, jogando plástico, madeira, isopor, cada coisa no seu lugar. Isso acarreta em economia para a prefeitura, que pode cobrar menos impostos ou fazer mais investimentos.”

Alternativas do tipo encontram-se em diversos lugares, com fórmulas adaptadas às necessidades de cada comunidade. E quando a gente vê algo assim, não pode esquecer, deixar para lá, descartar. Elas podem resultar em grandes avanços para nós. Então, que tal reunir tudo num único lugar? Um lugar que não é o lixo das ideias. É o canteiro a partir do qual elas poderão florescer… Em breve, todos que nos acompanham saberão como participar.

Fotos: Fernando Walter

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nossa viagem vai envolver você em 2020.

Quem nos acompanha sabe que o assunto aqui é Novo Hamburgo. Como Consultor Imobiliário e um apaixonado pela nossa cidade, penso que ela se valorizando, todos nós ganhamos.

Temos viajado em temas diferentes e interessantes. Nesses roteiros, conhecemos pessoas, angariamos simpatias e até colaboradores. A primeira parceria foi com o Sérgio Jost, que nos abriu as portas da revista Expansão. Em seguida, quem embarcou na nossa viagem foi a Procuradora do Município de Novo Hamburgo, Cinara de Araújo Vila. Agora, junta-se a nós a Y Ideas, agência de comunicação com muita bagagem e ideias que vão ao encontro daquilo que pensamos.

Eu, Marciano Fuchs e Sérgio Jost. Boas ideias brotam quando há boas intenções envolvidas.

Nosso ponto de partida teve como tema “Bairros de Novo Hamburgo – Jogando a favor do seu patrimônio”. Se você não viu e tem interesse, as matérias podem ser encontradas aqui mesmo, é só escolher e ler. No ano passado, já com a colaboração da Procuradora Cinara, partimos para explorar o “Meio Ambiente Cultural”. A consolidação do trabalho chega com esta proposta que estamos finalizando para 2020. Vai ser um tour empolgante, fantástico e esperamos que seja transformador.

Nosso objetivo é estimular os hamburguenses a pensarem com ainda mais carinho na sua cidade. Informar, inspirar e criar oportunidades novas para o empreendedorismo de Novo Hamburgo. A meta é oportunizar o desenvolvimento de uma rede onde as pessoas que estão transformando seus olhares, seus pontos de vista e sua mente, possam, também, influir na cidade, sugerir, atuar, colaborar, cooperar.

É o que posso adiantar sobre as intenções, mas logo você vai conhecer o projeto completo e tomara que embarque nele com muitos outros “viajantes”. Engajar-se numa proposta com os contornos que estamos desenhando nesta iniciativa da Jorge Trenz Negócios Imobiliários, com realização da Revista Expansão e apoio da Y Ideas vai ser, acreditamos nós, um motivo de satisfação pessoal e um sentimento de colaboração que trará um sentimento de maior pertencimento a esta cidade que tanto queremos bem.

 

Professor “desde criança”.

Desde a mais tenra idade, ele já gostava de brincar de dar aulas para o irmão, o primo, a empregada, o tio. O bisavô, Norberto Michel, foi professor e talvez tenha deixado de herança genética para o guri esse gosto por compartilhar conhecimento. Fábio Kruse, criador do Cursão do Fabão, já era professor da Fundação Evangélica aos 18 anos. Decidido a fincar pé na profissão, seu pai alertou: tudo bem, mas tenta fazer disso um negócio.

Desde 1993, o Cursão do Fabão prepara alunos para as provas de seleção da Liberato.

Fábio prestou vestibular para Administração de Empresas na Unisinos. Ao final do primeiro semestre, pediu curso paralelo para matemática. Após lecionar por 12 anos na Fundação, fez mestrado e, em 1997, foi contratado como professor de Matemática Financeira na Feevale, que acabou por se transformar em Centro Universitário, abrindo os cursos de engenharia. “Fui o primeiro professor de cálculo das engenharias e dei aulas durante 21 anos e meio lá.”

Acontece que antes disso, o Fabão já era conhecido e admirado por alunos do ensino médio (2º grau, naquela época). Dava aulas particulares e de preparação para o vestibular. Foram estes alunos que o incentivaram a desenvolver um curso como os que haviam em Porto Alegre. Resolveu tentar numa sala que seu pai tinha liberada, sem uso. “Comecei com grupo de preparação para o vestibular, só de matemática, que é minha área, e dando minhas aulas particulares nesta sala, em vez de no meu apartamento.” Era o ano de 1993.

Cada turma tem, no máximo, 25 alunos, exceto nos cursos preparatórios para concurso público.

O negócio engrenou e começaram a chegar solicitações para aulas de Física, Química e outras disciplinas. Alunos que estavam terminado o ensino fundamental quiseram um grupo para revisar conteúdos da Liberato e da Escola de Curtimento. As provas de seleção das duas instituições eram muito disputadas. A Escola de Curtimento atraía alunos de todo o globo, pois havia somente 5 escolas no mundo e a daqui era a única na América Latina. “Convidei outros 2 professores e desde lá temos a preparação para a Liberato, que é a “minha menina dos olhos azuis” . Felizmente, conseguimos colocar muita gente lá dentro.”

O professor já tem, pelo menos, 2 gerações de ex-alunos, muitos que viraram amigos do peito. Afinal, são mais de 37 anos de trabalho! O mestre credita grande parte do sucesso profissional ao seu jeito afetivo de lidar com os alunos. Na sua avaliação, educação é interação, motivação. O aluno tem que sentir o professor como uma pessoa que está ali para ajudá-lo, um amigo que tem firmeza mas, também, sensibilidade para exercer a profissão.

Com toda bagagem e experiência acumuladas, Fábio vê com preocupação os rumos da educação no país hoje. ‘Sou de um tempo em que professor, prefeito, pastor e padre, eram autoridades na cidade e vistos com muito respeito. Infelizmente houve uma inversão total de valores, o que é profundamente lamentável. Antigamente, tinha-se um respaldo muito maior por parte dos pais.”

Com a esposa Lane, que gerencia o negócio com sabedoria e leveza para o Fábio se preocupar com o que ele sabe.

O aperfeiçoamento do Cursão do Fabão e a ampliação dos cursos preparatórios para concursos públicos estão nos planos de alinhamento com o futuro do negócio. “Estamos aprimorando as aulas particulares online via Skype, inclusive com alunos que estão residindo na Europa. Acredito que seja um nicho de mercado muito interessante, que nós vamos explorar cada vez mais. Estou também recebendo sugestões para gravar pequenos vídeos com aulas de matemática para publicar no Youtube.”

Sobre o bairro Ideal, Fabão não tem dúvidas: “Eu gosto muito desse bairro. Está junto ao Centro, mas não tem aquele movimento. Tem estacionamento fácil supermercado, padaria, banco, farmácia. Tu estás na entrada da cidade e ao mesmo tempo na saída. Tudo muito prático.”

Fotos: Divulgação

 

 

 

Não, não e não.

As vezes é o sonho, noutras é a necessidade que não nos deixa desistir. No caso da Leal Casa Limpa, a alternativa correta foi mesmo a segunda. A necessidade fez a empresa nascer e foi responsável, também, por não deixar ela desaparecer. A história do empresário Valdemir Leal, é uma lição de como o trabalho, as vezes mais que a sorte, a inteligência ou o talento, faz o mundo dar voltas.

Leal transformou as dificuldades em reais oportunidades de negócio.

“Com 16 anos meus pais foram morar em Flores da Cunha. Venderam a casa e eu fiquei sozinho na cidade. Precisei dormir durante um bom tempo no depósito do supermercado, mas dali acabei chegando a gerente”, conta. A vida nunca foi fácil para o Leal. Chegou em Novo Hamburgo aos 8 anos, vindo de Tenente Portela. Com 13 anos já estava trabalhando no calçado, passando cola e estudando à noite.

Naqueles tempos, muitos guris ainda tinham o sonho de fazer carreira militar e ele foi para o exército confiante. Mas mesmo tendo sido aprovado nos cursos de cabo e sargento, percebeu que não ganharia “divisa”. Certo dia, porém, viu no mural do quartel um anúncio de formação da Guarda Municipal de Novo Hamburgo, que começaria a operar em março de 1992. Seriam 3 dias de provas na Feevale. “Eu saía correndo do quartel até a BR-116 para pegar carona, pois não tinha dinheiro para o ônibus.”

Os portões fechavam sempre às 14h. No último dia de prova, pediu dispensa para o seu comandante que só o liberou uns 20 minutos antes do horário. “Eu corri até a BR-116, fardado, sem parar. Completamente suado, comecei a bater nos carros, até que um senhor em um Santana novo,  bordô, me abriu a porta. Eu estava aflito e ele quis saber o que estava acontecendo. Falei que iria fazer a última prova para a Guarda Municipal de Novo Hamburgo, mas pelo adiantado da hora, não teria mais chance de participar.”

A Leal Casa Limpa conta com uma mão de obra qualificada, suprindo eficazmente todas as necessidades na zeladoria de condomínios.

Talvez fosse um Anjo da Guarda aquele senhor generoso, dono da Farmácia São Luiz. Ele pisou no acelerador e conseguiu deixá-lo, em cima da hora, na porta da Feevale. Leal foi último a chegar e dos 583 inscritos foi o sétimo colocado. Ficou na Guarda Municipal por 15 anos. “Uma coisa que lamento foi não ter conseguido agradecer a esse senhor. Um dia parei a viatura na frente da farmácia e perguntei por ele… me disseram que tinha morrido.”

Em 2004, Leal foi cedido para a Câmara Municipal como assessor parlamentar e fez amizade com uma mulher que, em 2009, foi responsável pelo empurrarão que o fez empreender.  Ela era síndica de um condomínio e estava com problemas. “Ela começou a plantar aquela sementinha, perguntando por que eu não botava uma empresa de limpeza.”

Era época de pouquíssima grana, a filha ia fazer 15 anos e ele sem nenhum centavo para ajudar a preparar a festa. Não tinha ideia de como abrir uma empresa, muito menos capital para isso. Mas, num novo encontro, essa amiga insistiu. “Eu tinha um compadre, um grande amigo meu, que era contador. Ele me ajudou, deu as coordenadas e quando percebi, já estava providenciando CNPJ. Não tinha endereço, nem tinha sala comercial, não tinha dinheiro para tirar o alvará. Quem pagou a retirada do alvará foi o meu contador.”

Enfim, a empresa estava registrada! “Mas era eu e Deus. Eu era o recepcionista, o patrão, o faz tudo. Abria, fechava, corria atrás de serviço… Levei uns 6 meses até pegar o primeiro contrato de 41 funcionários. Para pegar a licitação, precisei baixar muito o preço. Fui fazer as contas para pagar, não sobrava salário para mim.”

O Leal recebeu mesmo foi muito não. Sem experiência, com uma empresa sem histórico, o cenário era crítico. Chegou a colocar pessoas para trabalharem de graça num consultório e numa matrizaria, só para poder comprovar que tinha clientes. “Comprei crachá na livraria, escrevi o nome com caneta, dei um uniforme branco. Nunca vou esquecer de quando me disseram: é fraco o teu serviço! Mas a gente gostou de ti. Vamos te dar o serviço. Foi a glória.”

Novo Hamburgo: é onde acontece toda a gestão administrativa, o que facilita a uniformidade nas decisões.

Em 2014, depois de 7 anos de serviço, ele conseguiu um contato com o Grupo Herval e aí sua história começou a mudar. Fechou contrato com as Lojas TaQi para fazer limpeza e segurança em 36 lojas, em 25 cidades. No terceiro ano a TaQi passou todas as lojas para a Leal. Eram 87 cidades e 209 lojas. “Com esse portfólio, facilitou muito minha expansão para atender os condomínios residenciais.”

Quis saber se, na sua opinião, o bairro Guarani é um bom lugar para empreender.

“Eu sou um apaixonado pelo bairro, estou há 8 anos com a minha empresa aqui. Fui muito bem recebido. Acho um bairro limpo, seguro, arborizado, próximo ao centro e de fácil acesso.

Fotos: Divulgação

 

 

 

 

 

Um kitinete para cinco

Chico Dalla Costa, o José Artur Dalla Costa na certidão de nascimento, tem um passado que daria um livro. Natural de Encantado, veio para Novo Hamburgo atrás de um amor. A moça havia mudado-se para cá para cursar Educação Física na Feevale, uma faculdade de grande destaque na época. Jovem e apaixonado, encheu- se de coragem, pegou as duas melhores peças de roupa que dispunha e veio atrás dela. Hoje ele está à frente da JM Contabilidade, mas, entre uma história e outra, quanta emoção.

Chico se considera uma pessoa abençoada, pois sempre teve o objetivo de construir algo.

“Sou hambuguense de coração por causa dela, que me atraiu para a cidade. Falava que a região  tinha muitos empregos e, quando percebi, já estava aqui.” Só que o Chico não tinha contabilizado o tamanha das despesas para  sobreviver. Pagar aluguel, luz, comida, roupa, transporte não era fácil. Como poderia impressionar a namorada sem nada de dinheiro no bolso? O bicho era bem mais feio do que sequer poderia imaginar. Com os pobres pais, não podia contar. Mas guerreiro é guerreiro e quem trabalhara num frigorifico em Encantado não tinha que se abater frente a umas dificuldadezinhas.

“Novo Hamburgo, no início, foi muito difícil para mim. Não conhecia ninguém e tinha que me virar sozinho.” O jeito foi dividir uma casa. Com dez pessoas! “Todos ganhavam pouco e rachar o aluguel com mais gente era uma necessidade”, conta. Trabalho, casa. Casa, trabalho. Por muito tempo a rotina do Chico foi essa. E foi assim, dando duro, que o rapaz conseguiu mudar-se para um kitinete. Com 5 pessoas! Se não fosse o amor, teria voltado para Encantado. Talvez, para o emprego no frigorífico. Lá tinha amigos, família, conhecia quase todo mundo na pequena cidade.

Os departamentos são divididos nos 395 m² de área construída.

Quando chegava o final de semana a saudade batia forte e o desejo de ir para Encantado tomava conta dele. Mesmo depois de casado. “Durante 5 anos, quando tínhamos dinheiro, toda sexta-feira à noite pegávamos o Centralão até a Scharlau e, de lá, o Expresso Azul, que ia até Encantado. Mas geralmente não tínhamos dinheiro.”

No aperto, só o que resolve é a criatividade. E era com ela que o casal ia aos sábados, bem cedo, tentar carona. Levavam prontas várias plaquinhas com os nomes das cidades (Montenegro, Santa Cruz, Lajeado, Estrela, Arroio do Meio). Quando demorava muito aparecer carona para Encantado, iam tentando cidades que ficavam no caminho. “Nos revezávamos para segurar as plaquinhas. Algumas vezes, saíamos de casa às seis da manhã para chegar ao nosso destino às 17hrs.”

A história do Chico Dalla Costa mostra que “Deus ajuda quem cedo madruga.” Estudando à noite, formou-se em contabilidade em 1984. Em Novo Hamburgo, trabalhou em algumas empresas – na área administrativa e contabilidade. Em março de 1991, ele e um colega de trabalho fundaram a JM Contabilidade.” “Começamos com um amigo que emprestou a sala, telefone, toda a estrutura e, ainda, nos passou alguns clientes pequenos. Como contrapartida, fazíamos a contabilidade dos outros clientes do escritório dele.” Foi assim por dois anos.  Quando conseguiram um cliente que dava sustentação ao negócio, seguiram vida própria e, em 2000, dissolveram a sociedade e cada um, hoje, tem seu escritório.

Inaugurada em 2016, a nova sede da JM Assessoria Contábil está localizada no bairro Operário.

Em 2016, foi construída a nova sede, no bairro Operário, com uma estrutura de excelência. “Qualifiquei o quadro de colaboradores e fiz tudo isso no meio de mais uma das tantas crises que o país já  enfrentou.” O Chico sempre quis instalar o escritório no Operário. “Vejo há muito tempo que o bairro tem potencial para crescer. É próximo do centro, tem acesso fácil para quem vem de fora. Pra ele, só o que faz falta é uma agência bancária. Mas nada é perfeito.

Fotos: Divulgação

 

 

 

 

 

 

Com beijinho não resolve.

A dor física dói em crianças e adultos da mesma forma: com intensidade. O pequeno chora, o adulto lastima, e assim vai a vida. A dor de um arranhão, de uma trombada, vá lá, cura-se com beijinhos de amor. Uma fratura, não! Por isso, há uns 50 anos – mais ou menos – a ciência criou a fisioterapia, uma especialidade que auxilia na recuperação do corpo, mas que também se ocupa dos sentimentos. Quem me contou foi a Carolina Martins Dorneles.

Desde a fundação, a Unifisio vem se especializando nas áreas de ortopedia e traumatologia.

Criada em outubro de 1994, a clínica é uma das mais antigas desta área em Novo Hamburgo. “Nós queríamos oferecer para as pessoas a possiblidade de encontrar, num único local, serviços altamente qualificados, que completassem a reabilitação dos pacientes. Na época, ainda éramos vistos e comparados com os massagistas.” Carolina diz que a população e muitos médicos viam a especialidade com este viés.

Passados 25 anos de trabalho, hoje ela pensa que aquela primeira percepção, apesar de equivocada, contribuiu de alguma forma para o seu aprimoramento e, consequentemente, da empresa que comanda. “As vezes o paciente nem está com uma debilidade física tão grande, mas o emocional conta muito. Por sentir dor, limitações, fragilidade, a pessoa quer a atenção dos familiares ou até mesmo do fisioterapeuta.”

Promover a saúde não é tratar uma determinada doença ou desordem, mas serve para aumentar a saúde e o bem estar geral.

Na clínica são utilizados os recursos e as técnicas mais avançadas disponíveis na fisioterapia como laser, ultrassom, turbilhão. Com um sorriso de satisfação no rosto, Carolina afirma: ” No final da sessão a gente dá uma atenção especial na região da lesão. No outro dia o paciente vem e diz. Bah, melhorou muito com aquela terapia manual. Para o paciente, foi aquele 1 minuto que tu ficou ali dando uma atenção para ele que fez a diferença. Isso é muito bom e gratificante para o profissional também.”

Da fisioterapia caseira, somos todos conhecedores e os próprios médicos indicavam: fazer um gelinho, ou uma bolsa de água quente, compressas com sal, alongamentos com toalhas de banho, torcer pano para recuperar os movimentos do punho… Mas muita gente ficava com movimentos parcialmente comprometidos. Carolina diz que é natural as pessoas terem medo de fazer em casa alguns exercícios, o que acaba tornando a recuperação incompleta e mais demorada.

Receber bem o paciente é fundamental. Afinal, ele quer contar sobre a sua dor, seus medos, receios e queixas.

Se nossa empreendedora tem planos para o futuro? ” Trazer as pessoas para a clínica não apenas quando elas têm um problema físico. Dentro da fisioterapia, temos exercícios terapêuticos. Idosos, na sua maioria, não frequentam academias. Pessoas que já tiveram alguma lesão mais séria, geralmente têm receio de voltar a praticar exercícios. Nosso projeto é criar grupos de reeducação postural, 3ª idade, exercícios respiratórios, fortalecimento muscular…Além do benefício para a saúde é uma forma de trocar experiência com os demais participantes.”

Carolina levou a Unifísio para o bairro Rio Branco há 6 anos. “É um bairro tranquilo, de fácil estacionamento, com comércio e serviços diversificado e com fácil acesso à BR-116. É perto do shopping, de um supermercado que é referência. Super-recomendo.”

Fotos: Divulgação

 

Jogava uma bola quadrada, mas corria mais que os outros.

Mais novo dos cinco filhos de um pai adepto aos exercícios físicos, Renato Kieling Neves, o Renato da i9, recebeu estímulos desde cedo para dedicar-se à vida esportiva. Começou pela ginástica olímpica aos 7 anos. Na carona dos irmãos mais velhos, começou a nadar. Mas seu espírito competitivo não permitiu continuar na modalidade depois de quatro ou cinco anos de treinos.

Renato, gosto pela atividade física desde os 7 anos de idade.

“Gostava de nadar, mas treinávamos três meses e íamos competir com o pessoal do Grêmio Náutico União, que tinha piscina térmica e os atletas podiam se preparar o ano inteiro.”

Renato também tentou jogar futebol, mas se revelou um perna de pau. Era ruim de bola, entretanto, tinha uma característica que o destacava dos outros boleiros: a velocidade. “Eu chegava sempre na frente, eu corria mais que eles.”

Experimentou, ainda, o vôlei, onde conheceu e conviveu com uma pessoa chave para o seu desenvolvimento profissional, o professor Rubens Silva, que também treinava a seleção gaúcha e foi técnico da seleção brasileira das categorias juvenil e infanto-juvenil. Por fim, acabou se transferindo mesmo para o atletismo, modalidade na qual permaneceu por oito anos.

Quando terminou o 2º grau, diz que não sabia para que lado correr e o pai o aconselhou: “- Faça o que você acha que tem vocação para fazer. Olhe para o seu interior para decidir.” Foi cursar Educação Física.

Atividades coletivas é comum que o clima de descontração tome conta do ambiente e as pessoas se tornem amigas.

Em 1980 surgiu uma oportunidade interessante. A Loteria Esportiva destinava uma verba aos clubes amadores, paga com equipamentos. A Sociedade Ginástica ganhou, por ter sido campeã de vôlei em 1978, um conjunto de aparelhos que se chamava Apolo. O técnico Rubens Silva que também trabalhava na Sociedade e que sempre gostou da parte técnica, mas não da preparação física, o convidou para ativar a sala de musculação do clube, proposta que topou no ato.

É Negócio? Confira
Jorge Trenz
  “Depois de alguns anos, percebi que ali seria difícil eu evoluir e resolvi, junto com um colega de faculdade, montar um negócio próprio. Não tínhamos dinheiro, só o desejo.” Foi então que uma companhia de exportação sediada na cidade solicitou a ele um projeto de academia doméstica para atender a um cliente americano quando este estava no Brasil.

“Com o dinheiro que entrou e algumas economias do colega, compraram os equipamentos que permitiram abrir a academia Coliseu, na Nicolau Becker, onde permanecemos de 1984 até 1990.”

Cursos de Capacitação são frequentes para toda a equipe i9.

O negócio ganhou projeção e Renato achou que deveria ampliar suas especializações. Duas semanas após receber o diploma de Educação Física, iniciou na Fisioterapia e depois ainda encarou uma pós-graduação no Rio de Janeiro.

Foi convidado pela Feevale, conta. Comecei lecionando Fisiologia Humana, em seguida Fundamentos de Anatomia e Ortopedia. Depois trabalhei 4 anos no curso de Fisioterapia, na disciplina de Cardiologia 1. “Talvez o meu melhor aprendizado tenha sido dar aulas, é onde tu mais aprende”, afirma.

No início dos anos 2000, ele resolveu deixar a sociedade e iniciar um projeto novo. Em setembro de 2005, nasce a i9, procurando trazer o que tem de melhor no segmento e, principalmente, se envolver e aperfeiçoar o atendimento ao cliente através da socialização, com atividades coletivas que proporcionam maior entrosamento e tornam o ambiente mais harmônico.

O que o Renato da i9 acha do bairro Centro para empreender? “Onde estamos localizados é excelente, pois há um alto índice de verticalização. A área faz parte do Centro, mas está mais para a divisa com o Jardim Mauá e tem tudo o que você necessita. Sinto falta de uma lotérica. É um bairro de qualidade.

Fotos: Divulgação